sexta-feira, 9 de março de 2007

Da contingencialidade mundana

De repente parar e observar a vida: engraçado. Vemos o quanto ela se afasta de qualquer idéia de destino (no sentido mais angustiante do termo, aquele que nos coloca como títeres, sujeitos a fatalismos, inevitáveis como tragédias gregas), vemos o quanto a vida é contingente, o quanto é repleta de infinitos “não-ser”, “não-estar”.

Vidas absurdas, resultados das equações de infinitos acasos, processos binários lançados ao ar a cada segundo; escolhas, respostas, omissões...

E lá se foram caminhos que optamos por não seguir... Divagações... Momentos suspensos no tempo. Aí nos permitimos refletir acerca dos acasos que nos rodeiam. Mas num segundo eles se desfazem, os pés novamente tocam o chão, é hora de voltar aos automatismos (ainda não vitoriosos!).

A vida. Não o “ser” assim, mas o fato de ela “estar” assim; é ainda essa consciência o que nos possibilita cogitar novos horizontes. As divagações se fazem necessárias para que enfrentemos e brinquemos com as contingências. Acasos, Probabilidades, Contingencialidades.

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