sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Sobre o imprevisível

A vida pode acabar agora,
Ou daqui a quarenta anos.

O cliché diz: Viva!




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segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Eu te liguei, mas desisti

Eu te liguei, mas desisti, achei que não valia a pena. Coisa que a gente decide no último segundo, que decide, de repente, que é melhor não ir adiante.

Eu te liguei, mas desisti. Acho que seu telefone nem tocou.




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domingo, 23 de setembro de 2007

Esguia

Esguia, adoro gente esguia,
vou fazer uma poesia pra gente esguia.



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segunda-feira, 17 de setembro de 2007

inspirasao l33t ///leet ((lit))**88888

tiop, inspirasao,,
mininë a linguajen coiza maraviliösa

surjiu o lit!!111
evolusao, surjiu o ävanso do lit

repito: limgajën

qqqqqqq/////////// /////

*88888 reflitä (((888***

ok, ok, ok,
[[redundansia]]ººº

bjosmeliga.

domingo, 16 de setembro de 2007

Maria Bethânia

São grandes as cascatas e tórridas as águas que correm nestas quedas. São verde-água, são azuis. Imensos os rios, os caminhos que levam pra algum lugar, nesta chapada, cercadas as margens por matas, por cílios que tocam as gotas, e flores que pintam de rosa, de branco, amarelo, de azul, de vermelho e cores pequenas as matas e tudo.

Dois grandes lobos nadam depressa neste rio, são brancos e fortes, felizes nadam por entre as águas, sob o sol e o céu, que os olha e se aproxima. Aproxima.

Em uma das margens surge Maria Bethânia. Os cabelos em tranças, que moldam e desenham, a voz que se abaixa, pisa a terra úmida, olha entre os galhos, o verde e as folhas. Sente a brisa, a força que brota daqui. Ligeiramente se abaixa. Beija um dos lobos, toca seu pêlo. Olha em seus olhos. Prosseguem seu caminho.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

O homem que conversava com o chapéu sobre o joelho, como se aquele fosse outro homem, seu interlocutor

Quando voltava para casa, hoje, logo à noitinha, avistei, no meio da praça, um homem que falava com o próprio chapéu, como se aquele fosse o interlocutor que, contestando-o em suas argumentações, promovia, ali no meio da gente, um acalorado debate, de coisas incoerentes ou não. Logo acima, perto do chafariz, uma pequena família passava o tempo, despreocupada, sem pressa, sem testas franzidas de aflição, destas que aparecem no meio da semana. Um homem, mulher e filha, a criança vestida de rosa.

Alguns passos, vejo um casal apaixonado que, como em cena de filme, dança sem música, como se não houvesse mundo ao redor. Mundo só de dois, abraçados como um só, entre as pessoas, no meio da praça, embaixo das copas escuras das árvores que enfeitam ali.

São de mercúrio as luzes que iluminam este lugar, outrora palco de histórias não tão banais. Hoje não há skatistas, imagino onde estão agora. Talvez em outros paços, talvez em suas casas, assistindo televisão. Em vez de rodinhas e sons de pranchas batendo no chão, vejo mais casais, logo à frente, onde estariam os skates, sentados, na borda da praça. Enamoram-se, beijam e fazem este lugar. À frente, um menino dança, outra dança, sozinho, consigo. Eles vivem. E alguns dias são felizes.