quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Para Andreas

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No início você era eu, mas em pouco tempo, deixou de ser, ultrapassando-me, ainda mantendo, entretanto, algum laço de personalidade. É inevitável: enquanto você existir, será um pedaço de mim.

E eu torço mesmo para que deixemos de ser parecidos, cada vez mais. Acho mais interessante assim. Não deve fazer um mês que você deixou de ser eu. E ainda não sei exatamente quem você é, apesar de tudo. Ok, isso não é tão difícil de entender assim.

Sei que você é alguém interessante, bem sucedido, aparentemente de poucos amigos (ou nenhum?), vejo que anda observando as coisas e pessoas por aí, entedia-se com certa facilidade - me parece -, alguém de muitas paixões, poucos amores, talvez nenhum. Ainda.

Vejo que está se envolvendo em algo que o assusta, vejo que a vida aponta para um novo caminho, menos previsível, mais inconstante, incerto, marcado por dores, mas, igualmente, cheio de prazeres.

Apareça mais.

Jean Souza, 26/12/2007 (06:42 AM), Rio de Janeiro, Brasil.

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