domingo, 8 de fevereiro de 2009

Filosofia muito barata

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A fim de amenizar um pouco a falta de densidade do conteúdo a seguir, policiarei-me quanto ao discurso adolescente, quanto ao tom confessional - de diário -, quanto ao clichê de mesa de boteco, tão banal quanto poesia que se joga em papéis aos milhares por aí todos os dias. E, apesar de tudo, eu sei, não conseguirei.

Escreverei as palavras seguintes a partir do meu umbigo, e simplesmente a partir dele, porque o discurso do ego, subjetivo ao extremo - o eu no centro do mundo - é muito bom! E solto algumas risadas.

Primeiro: houve um tempo (algo como três meses atrás) em que diariamente eu presenciava uma situação surreal. Em algumas, eu estava envolvido, em outras, era apenas figurante, um ser-tangente, uma linha.

Há este tempo, o do hoje. O surrealismo é menos presente, entretanto, paira à minha volta uma atmosfera novelística, fílmica, estranha, muito curiosa, muito cheia de coincidências, universos extremamente pequenos, que se cruzam, de pessoas que se tocam, que se conhecem, que viram parte da mesma história, que se experimentam, se choram, e riem. E não sei.

Segundo: há este tempo, que me diverte, e nele coisas incontroláveis, como este lidar com o outro, este novo, algumas mentes. Algumas cabeças são absurdamente imprevisíveis e, confesso, são elas as que muitas vezes mais me fascinam.

Repito. Os dias parecem roteiros. Pelos absurdos.

São os absurdos.

(...)

Faz calor. Preciso ir ao mercado.
Eu disse, não conseguiria policiar-me da filosofia barata. Me desculpem.

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