quarta-feira, 6 de maio de 2009

Pós-sex

No caminho havia um pouco de lama, alguns bichos estranhos, entre eles uma salamandra preta e vermelha e um sapo, no qual pisei sem que houvesse intenção. A salamandra era na verdade um bicho amorfo (encaixado, assim, como salamandra, nas taxonomias não menos estranhas advindas de uma mente conturbada - a minha).

Havia água, muita água, talvez um rio que, transbordado, gerava a lama nas margens, nos caminhos, e deixava os bichos - anfíbios - jogados, desnorteados, no meio das passagens.

Havia somente eu, e minha jornada. E não apenas sapo e salamandra. Talvez mais algum caminho. E talvez mais algum excesso de bichos. Anfíbios, outros animais. Insetos.

Diriam, psicanalistas, terapeutas, puro princípio de psicopatia.Psicopatologias.

Eu diria: enquanto meu corpo se move, involuntariamente, na cama, tenho a sensação de que durmo acompanhado, quando ainda estou sozinho...

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