segunda-feira, 29 de junho de 2009

Termômetro


Ao meio dia, uma lembrança: "Regras Para o Parque Humano".
Às 16h, constatação: "I'm burning".
Às 17h, desespero: "Tempo, meu inimigo".
17, afogado em trabalho.

21, rotina: jantar no shopping.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Camboinhas


Pela tarde, visitamos a praia. Um pouco cinza, um pouco quente, um tanto lilás o horizonte no cair da tarde. Tão frio o vento após a água!

As ondas estavam fortes, e avistavam-se três navios. A oeste, uma embarcação bonita, azul e amarela, próxima às rochas, esta a menor. Ao norte, por um momento, um grande cargueiro branco, que rapidamente sumiu, por trás dos montes, ligeiro. Ao leste, um navio negro e vermelho, longilíneo.

Acendi um cigarro cenográfico. O vento apaga mais rápido a chama, consome antes do trago. Uma foto, duas, três, centenas.

*

Meu corpo reluz como ouro e seus olhos são esverdeados. Sua pele tão branca. Engraçado o contraste entre as marcas de sol, no antebraço, o branco tão pálido na marca da camisa.

Se minha imagem é agradável, é este seu cuidado o responsável por certas auras. Sorrio pouco. E transpareço uma certa satisfação, em certo semblante semicerrado, quase reflexivo. Quase sério. Feliz.

*

Permita-me sentir um amor, neste tempo. Uma felicidade estranha, quase preocupada. Permita-me sentir esta tarde, deixar sentir esse cuidado tão grande, que vem de ti.

*
No meio da tarde, olhamos as águas, a areia, olhamos o mar. Comemos alguma besteira, na orla, sentimos a vida, pisamos nas pedras.

Trouxe algumas conchas.

*

Nos irritamos, com este ar palhaço, que só os namorados têm. E nos beijamos de leve. Você com gosto de uva, eu com gosto de mar.

Apontamos para o horizonte. Ao sul estaria São Paulo, a nosso norte, a África. A África, tão grande, não? Pensamos planos. Um pouco mais a oeste da vista, mais à direita, a África do Sul.

Eu ainda me pergunto: por que eu?

domingo, 7 de junho de 2009

New York, New York


Do tipo que, depois da transa, acessa o MySpace da Regina Spektor.