quarta-feira, 30 de maio de 2012

realpolitik-ficção

A imagem que me vem à mente é a de uma barreira, que separa o supra do infra - uma parede na vertical, sólida, não-permeável, que funciona da seguinte forma: na parte de cima, onde se estruturam as principais rotinas de poder, as ordens do dia, os diários oficiais e, principalmente, as páginas dos jornais, estão os políticos (o que são políticos?), cuja atividade básica consiste em: a) garantir poder-protagonismo-partidário-supostamente-gestor; b) negociar poder-protagonismo-partidário-supostamente-gestor; c) garantir poder econômico-indivduo-grupo; d) negociar poder econômico-indivíduo-grupo; e) deliberar em nome de tráficos, adjetivados já tradicionalmente de influência; f) criar, votar, vetar, nomear, adiar, sancionar, despachar, discursar, anunciar, legislar e, em última instância, governar, única e exclusivamente em nome do que tradicionalmente se consolidou e se configurou como partido político.

Abaixo, e desvinculada desta, está o que sintetica e tradicionalmente se convencionou chamar de bem comum.

Um comentário:

Thiago disse...

Bons gestores. Competentes. Experientes. Salvadores da pátria. Roubam-mas-fazem. Papais e mamães do povo. Lulas e Dilmas. Malufs e Cabrals. Garotinhos.

Aqui não há controle social. Cidade sem cidadão.