domingo, 5 de abril de 2015

"Morrer de viver"

Eram dois filhotinhos da mesma ninhada, mas o estilo de vida dos donos definiu o comportamento de cada cão, macho e fêmea. Lá em Santa Teresa, uma casa tem grafada no muro a seguinte frase: Os cães são o reflexo dos donos. Passeando pela Lagoa, deparamo-nos com um senhor, carregando um pitbull assustador. Desnecessário andar com um animal desses assim, sem focinheira, apavorando as pessoas, pensei. 

O macho é uma espoleta, destroi tudo o que vê pela frente. Todas as meias do meu amigo ficaram com alguma sequela, depois de passarem por aquela casa. Eu acho graça. A fêmea é uma querida, educada. Diz até que bate a patinha na porta, pra comunicar que ouviu seu nome ser chamado. 

Fato é que ambas as donas dão um comprimidinho de Dramin, quando é preciso que os cães fiquem quietos. Acho questionável. 

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Ludmilla fez um CD muito bom. Tem até participação do Belo, certo que é estratégia da gravadora, pra marcar bem um público alvo. As produtoras sabem bem (nem sempre) em quem investir, e no caso dessa moça, deu super certo. Pop bom, raiz do funk preservada... Tem que manter mesmo o batidão, porque a sedução do funk está lá, no pancadão. Só não gosto de incitação à briga. Falar que vai meter a porrada na amante do cara é tão bobo. Funk pode ser algo melhor. É como as músicas sobre novinhas. Perigoso isso. Essa sexualização da menor de idade não tem que ser levada adiante. Responsabilidade. 

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Parei de falar sobre coisa séria, nas redes sociais. Ou melhor, falo bem pouco. Ficar discutindo pelo teclado é deveras cansativo. Eu mal tenho tempo pra falar amenidades, quiçá discutir pelo Facebook. 

Os fins de semana são cada vez mais preciosos. Tempo, essa commodity atemporal. 

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