quarta-feira, 15 de abril de 2015

Supermercado

A caixa do supermercado me pergunta o que é aquilo. Eu respondo: brócolis. Só conheço o que eu como, ela diz. Esse é o R$1,99, eu digo, vai que ela me cobra o americano, que é bem mais caro. Na fila, a moça que devia ter minha idade levava apenas um Doritos e duas Stellas Artois. Ela ri, olhando para o celular. Lindo é gente rindo. Na minha cesta, macarrão, o brócolis e duas garrafinhas de vinho. Que maduro estou, comparando-me com esta moça, penso. E que bobo julgar assim, concluo, logo em seguida. Quem não quer uma horinha junk food? Julgamento é coisa tão cristã. Deixa eu desviar esse comportamento, já.

Outro dia, fiz uma planilha listando os vinhos que comprei ou bebi, e gostei. Estava cansado de esquecer e comprar, de novo, vinho que não tinha gostado. Compartilhei por e-mail com um amigo, que agradeceu, mas respondeu o seguinte: já existe um aplicativo para isso, anotar os vinhos que você gostou e, ainda por cima, classificar. E até lembrei que um cara do trabalho havia me indicado o tal app, mas eu pensava que era só pra descobrir onde vendia vinho barato. Queria eu inventar um aplicativo e ficar bilionário, fazer mais nada da vida.

Fui à Cadeg pela primeira vez e gostei, pois lá encontrei meu azeite preferido. Nunca tinha visto em mercados nas redondezas. Nesse dia, almocei com um casal de amigos, que confundiu a pimenta com azeite. Tadinhos, enquanto eu me deliciava, eles esbaforiam. Nada entendi, até o garçom apontar a diferença entre uma garrafa e outra, que era praticamente nenhuma. Atendimento é tudo de bom, mas o Rio ainda não aprendeu a servir as pessoas.

No Extra, chamaram a polícia pra pegar uma mulher roubando. Ela disse: "Eu roubo aqui há dez anos, não vai ser agora que vão me prender!".

Um brinde ao céu!

Nenhum comentário: