domingo, 26 de julho de 2015

O Ano Sabático do Amor

Imediatamente após o fim, está decretado o ano sabático do amor. Dizem que o luto pode durar doze meses, cada um enfrenta de uma forma, tem gente que se alivia de casamento de dez anos com mais facilidade que namoro de três meses. O tempo subjetivo do nosso relógio interior é indomável, não adianta tentar controlar.

Escola Politécnica. O poliamor chegou como uma chuva dividida em três verões, pra cada pessoa numa intensidade diferente, cada pingo um prazer distinto. Hppn, Tinder, Timber, Par Perfeito, Grindr, Hornet, Brenda, Scruff, Badoo. Conhecer, seduzir, amar, gozar, discutir, odiar, divorciar em menos de 24 horas. Efêmero já é o tempo corrente?

A lua brilhou metálica macia, enternecendo o céu. Os amores chegaram todos de uma vez, ardentes no inverno, em várias gerações, circunscritas ao raio da tecnologia.

X, Y, Z.

Nenhum floco de neve é igual a outro. Alguém um dia parou pra comparar?

hashtag deus

As belezas de cada um, não se pode ter tudo, que memória sobrevive e interessa depois de passada uma borracha consciente/inconsciente sobre as coisas? Os deuses mais lindos são os que não só ensinam, mas também aprendem. Quantos é você?


Um comentário:

Anônimo disse...

Agora, sim, entendo a "solidão".
Ninguém está por aí, disponível para tampar os buracos do luto, quando se quer.
A dor pertence a cada um.
Tudo faz sentido.