terça-feira, 3 de maio de 2016

Curry

Curry em português é caril, mas nunca ouvi ninguém falar essa palavra. Curry é uma mistura de condimentos que pode levar até setenta ingredientes diferentes na sua composição. Meu ex chamaria isso de alquimia. Falou, uma vez que misturei dois chás. Resultados imprevisíveis.
O "pó-de-caril" é feito à base de pó de açafrão-da-terra, cardamomo, coentro, gengibre, cominho, casca de noz-moscada, cravinho, pimenta e canela, disse-me uma vez a Wikipedia.
Londres, pra mim, tem cheiro de curry. Curry e café. Acho confortável. Um londrino me disse que o Brasil tem cheiro de comida em todo lugar, a céu aberto. Salsichão.
No Chile, vendem sushi no meio da rua, na saída do metrô, como se fosse churrasquinho aqui. Achei daoríssima, mas não comi.
Na Bolívia, comi só um pedacinho de carne de lhama. Tive medo de ter piriri, provei quase nada. Prioridades: preferi curtir a vista e as pessoas.
Londres que me atravessa, "seis graus de separação entre as monas". London, London, várias pessoas exiladas. Vários ricões.
***
Inventaram um objeto sexual assim: simula corpo de mulher, com peitos belos, que cabem na mão, mas o cu e a buceta são pra frente. Comer cu e tocar nos peitos tudo de frente, mas a semiboneca sexual tem nem rosto! Logo, não existe nem uma frente, nem um atrás. Lembrei da mulher de três peitos de O Vingador do Futuro. Filme ótimo, aliás. Há tempos que falo em fazer uma sessão pra ver isso lá em casa, mas não ponho em prática.
Respeitar os fetiches, pensar nos estranhamentos. Homens e mulheres objetos. O futuro é ciborgue, repito sempre.
Uma assessora de imprensa lá do nordeste me mandou no Whatsapp: sonhei com você a noite toda. Aí eu fiquei bolado, mas bolado de um jeito bom, intrigado e vaidoso. Sonhei com você a noite toda, que pira.
Comam.

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